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Succession(2018)

Há 2 meses | Drama, |

de Jesse Armstrong com Brian Cox, Jeremy Strong, Kieran Culkin, Sarah Snook e Alan Ruck

Família família, negócios à parte. Esta frase resume perfeitamente a narrativa desta série, nomeada a Emmy (Melhor Série Dramática). Jesse Armstrong, também conhecido por ser o criador do Peep Show (2003-2015), apostou em Succession (2018-). Um original da HBO que nos dá tudo: drama, dinheiro, mais drama e mais dinheiro.

Logan (Brian Cox), patriarca da família Roy e dono de um dos maiores conglomerados de empresas de marketing, Waystar Royco, encontra-se num declínio da sua condição física e mental. Dados estes fatores, era esperada que a sucessão do seu cargo fosse feita a alguém de confiança, ao seu filho Kendall Roy (Jeremy Strong). No entanto, isso não se verifica, acabando Logan por optar por continuar o seu “mandato”, tomando decisões pouco favoráveis à empresa, criando assim uma tensão na sua relação com o filho. Neste cenário, conhecemos também os outros irmãos: Roman (Kieran Culkin), Shiv (Sarah Snook) e Connor Roy (Alan Ruck). Todos com uma personalidade muito diferente uma das outras mas que, em conjunto, se podem considerar imparáveis (ou não).

Acresce a esta família, algumas personagens secundárias que não deixam de passar despercebidas como o namorado e futuro marido de Shiv, Tom (Matthew MacFadyen) que adora a vida que leva e faz de tudo para se integrar na família Roy. Contamos também com Greg (Nicholas Braun), sobrinho de Logan, que só quer agradar a todos e manter um trabalho decente. E, talvez a personagem secundária mais importante, a atual mulher de Logan, Marcia Roy (Hiam Abbass). Uma mulher misteriosa que pouco ou nada se sabe do seu passado, para além do facto de ter um filho.

Com esta série acompanhamos a humanização de cada uma das personagens. Inicialmente, podemos afirmar com clareza que não há uma pessoa pela qual se possa nutrir qualquer tipo de afeto. Tanto pela personalidade que passam, como a própria linguagem utilizada que não ajuda de todo. Houve um trabalho notório na escrita do guião, para criar diálogos crus, rudes e ao mesmo tempo, épicos. Depois de assistir a primeira temporada, “f*** off” passou a ser o meu insulto favorito.

E é neste mundo que viajamos nesta primeira temporada. Desde as relações familiares, sempre influenciadas pelo mundo dos negócios até à vida profissional que, por vezes, se vê limitada, por questões pessoais ou de ética (ou falta dela). Acompanhamos, a cada episódio, um elemento novo que acaba sempre por se unir à história principal. A nível técnico, pouco ou nada capto, mas algo que me saltou à vista foram as sequências de zoom rápido em muitas cenas. Um zoom in and out que acompanha os movimentos das personagens, dando um ar quase documental à série. Por vezes, presenciamos uns discursos mais técnicos ou mais calmos que acabam por ganhar um pouco mais de dinamismo. No entanto, esta série, não deixa de ser bastante parada, tendo o seu ritmo a cada diálogo, dando logo outra intensidade à situação representada.

Succession dá-nos um cheirinho da vida de uma família de negócios bastante abastada, e de como as coisas se podem complicar, quando a vida pessoal se cruza com a vida profissional. Um mundo de dilemas, decisões difíceis, falsas aparências e muito drama que por vezes parece ser demasiado. No entanto, considero que é uma série séria que tem o seu valor e é bastante interessante para o espetador.

Agora, binge watch à segunda temporada. 


Raquel Lopes
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