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To All the Boys: P.S. I Still Love You(2020)

Há um mês | Drama, Romance, | 1h42min

de Michael Fimognari com Lana Condor, Noah Centineo e Jordan Fisher


Depois do sucesso do To All The Boys I’ve Loved Before (2018), era imprescindível a sequela. Baseada no livro de Jenny Han, com o mesmo nome do primeiro filme, a história foi dividida em três partes, conhecendo agora o To All the Boys: P.S – I Still Love You.

Para quem não está familiarizado com a história, Lara Jean (Lana Condor), uma típica adolescente, durante a sua vida escreveu cinco cartas dirigidas às suas maiores paixões. Mas, nunca as enviou. As cartas eram a sua maneira de expressar os seus sentimentos, já que era incapaz de os dirigir diretamente às pessoas em questão. E, no filme anterior, a sua irmã Kitty (Anna Cathcart), decide pôr essas mesmas cartas no correio, gerando a maior reviravolta na vida amorosa de Lara.

No final do primeiro filme Lara Jean acaba por entrar num relacionamento com o popular jogador de lacrosse da sua escola secundária, Peter Kavinsky (Noah Centineo). Claro está, fruto da carta que lhe foi dirigida. E, na atual longa-metragem, a narrativa tem como ponto de partida, este casal. Vemos momentos adoráveis, como o seu primeiro encontro, acompanhado com cenas ligeiramente mais íntimas entre ambos. Basicamente, o espetador entra no romance também. No entanto, a história desenvolve quando Lara Jean recebe uma carta de uma das suas passadas paixões, John Ambrose (Jordan Fisher). E, com essa carta, surgem inseguranças, dúvidas, medos que acabam por ser o fio condutor do resto do filme.

Bem, foi  mais do mesmo. Um filme que não trouxe nada de novo, para além de uma adolescente a ficar confusa, ao voltar a encontrar-se com uma antiga crush. Não posso negar que a personagem que a Lana Condor interpreta seja descabida, ou alheia a muitos, porque não é. Os dilemas pelos quais ela passa são bastante reais, e muitos de nós já estivemos em situações semelhantes. Mas, não passa disso. Todo o resto da história, é muito igual ao de um rom-com qualquer.

Desde a dinâmica de vermos um namorado “perfeito” que, acaba por ter as suas falhas, mostrando ao longo da história que, afinal ele não é assim tão bom. E, no outro lado, temos o Mr. Nice Guy, aquele rapaz que aparece do nada, mas que preenche todos os requisitos que o outro não preenche. Enfim, same old same old. Mas, um aspeto engraçado a explorar, foram as relações exteriores à personagem principal. Toda a dinâmica com o pai de Lara Jean a apaixonar-se outra vez, veio trazer uma pausa e um pouco mais de originalidade na narrativa.

Neste projeto em particular, não consegui sentir a química entre as personagens que outrora existiu no filme anterior. Lana Condor e o Noah Centineo estavam bastante mais distantes, o que achei estranho. Enfim, não sei se fui só eu a sentir isso ou se mais partilhamos desta opinião. No entanto, nota-se que Lana nos traz uma personagem mais crescida e madura, e um melhoramento na sua performance. Quanto ao Noah, ainda não percebi se é bom ator ou não, porque faz sempre o mesmo papel em todo lado.

Quanto à realização, Michael Fimognari foi o escolhido para este filme e para o próximo da sequela. Desta forma, substituiu Susan Johnson, a realizadora do To All The Boys I’ve Loved Before. E, as diferenças são notórias. Foi-nos introduzido um estilo diferente, mas que até funciona. Tentou-se manter, de certa forma, a linha do outro filme mas com um certo toque pessoal do realizador.

Enfim, para quem gosta romances, facilmente vai gostar deste filme. Para mim, foi mais do mesmo e, não sendo propriamente, a maior fã deste estilo fica difícil fazer comentários muito positivos. Talvez o próximo filme seja melhor.


Raquel Lopes
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