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American Horror Story: Apocalypse - 8ª Temporada(2018)

Há 2 meses | Drama, Horror, Thriller, |

de Ryan Murphy, com Emma Roberts, Sarah Paulson, Cody Fern e Billie Lourd


Quase posso assumir que Apocalypse foi a temporada mais aguardada pelos fãs. Todos eles, inclusive alguns que deixaram de acompanhar a série, vibraram quando Ryan Murphy (Scream Queens – 2015-2016) anunciou que o novo capítulo funcionaria como um crossover entre Murder House e Coven. Bem, se estão a consultar esta crítica e nunca assistiram às temporadas referidas anteriormente, aviso que encontrarão pequenos spoilers sobre ambas.

 

Após lerem o parágrafo anterior devem neste momento questionar a relação entre este enredo e o da season 1 e 3. Não pretendo revelar muito, até porque destruiria todas as surpresas, contudo posso adiantar que o filho anticristo de Vivien Harmon surge no papel do grande vilão, interpretado pelo surpreendente Cody Fern (House of Cards – 2013-2018), assim como as bruxas Cordelia, Zoe, Madison e Myrtle Snow estão de regresso, apesar destas demorarem 3 episódios a surgirem em cena.

 

Neste novo capítulo, um desastre mundial destruiu praticamente todas as formas de vida no planeta Terra. Entretanto, um grupo de seres-humanos tenta sobreviver no sombrio Outpost 3, um abrigo subterrâneo, liderado pela autoritária Ms. Venable (Sarah Paulson – Ocean’s Eight), que instaura uma lista de regras rígidas e terríveis consequências para quem as quebrar. Sem saberem o que se passa no exterior, o grupo de sobreviventes tenta aprender a viver dentro do edifício, até que recebem uma estranha visita.

 

O enredo é tudo aquilo que eu, enquanto fã de American Horror Story, sempre desejei. Uma continuação que é também a fusão de duas das minhas narrativas favoritas, a hipótese de poder rever personagens que amei, como também a presença de um enredo misterioso, extremamente provocador, com personagens complexas e sobretudo com várias reviravoltas. Confesso, que foi difícil encontrar um ponto negativo em Apocalypse, porque entrei numa viagem no tempo até aos momentos em que éramos contemplados com histórias gloriosas e abismais perante uma excecional visão narrativa, estética e artística, como aconteceu com Murder House, Asylum e Coven.

 

É nesta temporada que temos o episódio mais bem avaliado da série no IMDb (até ao atual momento), no qual revisitamos a infame Murder House e revemos a magnífica Constance Langdon, como também diversos outros personagens que compuseram a season 1. Todos estes acontecimentos são conduzidos de forma sublime, com o intuito de perpetuar uma experiência de pura nostalgia aos fãs que têm vindo a acompanhar estas histórias de terror desde 2011.

 

Apocalypse acaba por se assumir como um belíssimo regresso a casa, uma prova que esta antologia ainda possui muitas cartas para dar se os produtores se esforçarem. Sei que a forma pouco ortodoxa em que entregam o enredo poderá não ser aceite por vários espetadores, pois a história é contada in media rés, pois, inicia-se a meio e depois é narrada através de longos flashbacks que cobrem vários episódios. Talvez se adotassem um formato sequencial e cronológico teria satisfeito mais espetadores, contudo este modo sacrificaria várias das suas surpresas escondidas.

 

Confesso que me sinto bastante confuso sobre a sua classificação final. Desde que iniciei as minhas críticas a American Horror Story, que me debato sobre a nota deste 8º capítulo. Por um lado, quase poderia aclamar estarmos perante uma season perfeita em todos os aspetos possíveis, entretanto existe um ligeiro problema relacionado com o desfecho desta narrativa. Não o irei abordar porque inevitavelmente encontrar-me-ia a entregar-vos um grande spoiler, só posso referir que os primeiros 30 minutos são incríveis e totalmente intensos, por sua vez os últimos 10 minutos entregam-nos uma solução apressada, preguiçosa, que ignora o destino de personagens importantes e gasta alguns minutos a dar-nos um epílogo totalmente desnecessário.

 

Enfim, entre 9 e 10, atrevo-me a classifica-la com 10. Porque apesar de pecar no desfecho, esse pequeno problema não invalida todo o mérito e esforço evidente na equipa de produção em entregar-nos um trabalho incrível (quase perfeito) que fosse de encontro às necessidades dos fãs e que em simultâneo devolvesse os tempos de glória desta série numa narrativa intensa e incrível.


Pedro Quintão
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