Inscreve-te e tem vantagens!

Stranger Things - 3ª Temporada(2019)

Há 2 meses | Drama, Terror, Thriller |

de Duffer Brothers, com Millie Bobbie Brown, Finn Wolfhard, Gaten Matarazzo, Dacre Montgomery, Caleb McLaughlin, Noah Schnapp, Sadie Sink, Winona Ryder, David Harbour, Natalia Dyer, Charlie Heaton, Joe Kerry e Maya Hawke


Estreou, recentemente, a terceira temporada da brilhante série da Netflix Stranger Things. Depois de escrever sobre a primeira e a segunda temporada, está, agora, na altura de fazer uma nova análise à série.

Comecemos por recordar o que vos disse anteriormente. Se na primeira temporada, para mim, Stranger Things chegou, prometeu e cumpriu, a segunda deixou muito a desejar e, de certa forma, tirou algum do extenso hype que as pessoas tinham na série. À diferença do que aconteceu noutros anos, desta vez não havia tanta excitação e ansiedade da parte da grande maioria do público em contar os dias para a estreia da nova temporada, como aconteceu quando se anunciou que Stranger Things não teria só uma temporada e que viriam aí mais aventuras. Desta feita, será que estes novos episódios continuam a rebaixar o tremendo impacto dos de estreia ou ressuscitou o interesse da massa?

Comecemos por nos situar – SPOILERS DA 1ª E 2ª TEMPORADA (necessários) –: No final da última temporada, Eleven (Millie Bobby Brown) conseguiu fechar o portal entre o nosso mundo e o Upside Down, acabando, assim, com os demodogs e o que restava da influência do Demogorgon. O que Eleven e os seus amigos – Mike (Finn Wolfhard), Dustin (Gaten Matarazzo), Lucas (Caleb McLaughlin), Will (Noah Schnapp) e Max (Sadie Sink) – não sabiam é que teriam fechado, ainda assim, o Mind Flayer no nosso mundo.

Embora o Mind Flayer cá estivesse, teve um ano ausente precisamente porque o portal entre os mundos estava cerrado. Tudo isto mudou a partir do momento em que o exército Russo se instalou em laboratórios secretos em Hawkins e tentou, durante um ano, reabrir o portal. Uma vez reaberto, o Mind Flayer voltou em força e com um objetivo muito preciso: matar El.

Neste nova temporada, passada no verão de 1985, o grupo enfrenta outros problemas para além do simples facto de ter que salvar o mundo. Todos eles estão a enfrentar a adolescência, a fase das descobertas, os primeiros beijos, os primeiros namoros. Estes fatores dão toda uma nova dinâmica ao grupo. Mike e Eleven são, finalmente, namorados e pretendem passar o maior tempo juntos possível, o que resulta em eventuais desavenças com os restantes elementos do grupo, uma vez que tanto Mike como Eleven raramente passam tempo com os demais. Enquanto isso, Dustin passou um mês inteiro num campo de férias, antes de regressar a Hawkins. Estes momentos dão uma renovação, quase total, a algumas das personagens, tornando-as mais humanas, mais reais e mais facilmente conectáveis connosco.

Eu fiquei genuinamente impressionado com esta temporada. É uma reviravolta tremenda tendo em conta o que vimos na anterior. É brilhantemente escrita, produzida, dirigida, realizada, sonoramente composta… Muito, mas muito bom trabalho. Isto reforça a minha ideia de que a segunda temporada não passou de um filler para produzir esta. A discrepância de qualidade é gritante, para o bom sentido.

Stranger Things 3 transpira qualidade! Não é mais uma season… É A season! O elenco está num outro nível, nunca antes visto na série. Os Duffer Brothers sabem perfeitamente o que fazem e como o fazem. Não consigo mencionar uma má interpretação em todo o elenco, desde protagonistas, a personagens secundárias.

Os Duffer Brothers souberam, em 8 episódios, construir e reconstruir (!!!) personagens de temporadas passadas e torná-las fantásticas e claramente favoritas da audiência. Uma delas, e o maior destaque de toda a temporada para mim: Billy (Dacre Montgomery), o irmão de Max mostrou ter muito potencial na temporada passada mas ficou-se por o ter, não passando de uma (diria eu) desilusão. Já nesta temporada, Billy é a referência, com excelente reconstrução e uma verdadeira apresentação de background digna de vilão que temos que odiar, mas que as suas razões não deixam de ser percebidas. Montgomery está excelente e, muito sinceramente, merece um prémio pelo seu trabalho. É o seu primeiro grande papel, a sua primeira tremenda performance.

Pouco mais vos quero contar porque, muito sinceramente os 8 episódios são merecedores da vossa atenção. Stranger Things 3 é um clímax em toda a série, com momentos tremendamente marcantes e dignos de serem revistos vez e vez sem conta. Uma realização soberba, quadros perfeitos e interpretações dignas de reconhecimento. Confesso que me é difícil dizê-lo, pelo muito respeito que tenho pela primeira temporada, mas esta terceira é a melhor de todas. Vem aí a quarta e eu não só conto os dias, como conto as horas. Vem depressa.


Pedro Horta
Outros críticos:
 Pedro Horta:   9Abrir
 Pedro Horta:   8Abrir
 Sara Ló:   8
 Alexandre Costa:   8
 Rafaela Teixeira:   7
 Alexandre Costa:   9
 Sara Ló:   9
 Rafaela Teixeira:   8
 Pedro Quintão:   6
 Margarida Nabais:   8
 Margarida Nabais:   8
 Filipe Lourenço:   8
 Filipe Lourenço:   8
 Rafael Félix:   8
 Rafael Félix:   6
 Alexandre Costa:   9
 Rafael Félix:   8