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The Big Bang Theory(2007-2019)

Há um mês | Comédia, Romance, |

de Chuck Lorre e Bill Prady, com Johnny Galecki, Jim Parsons, Kaley Cuoco, Simon Helberg, Kunal Nayyar, Melissa Rauch e Mayim Bialik


The Big Bang Theory é mais uma série que marcou o mundo do pequeno ecrã. Durante 12 anos e precisamente 12 temporadas, explorou a vida de personagens, hoje, icónicos. Quem nunca ouviu falar do Sheldon Cooper e do seu bazinga? Tal como Friends (1994-2004) e How I Met Your Mother (2005-2014) afirmou-se como numa das séries pioneiras de comédia contemporânea. 

Mas o que nos conta esta série?

Leonard (Johnny Galecki), Sheldon (Jim Parsons), Howard (Simon Helberg) e Raj (Kunal Nayyar) são quatro amigos que preferem ver a realidade da vida pelos filmes, séries, videojogos, bandas desenhadas ou ainda jogos de tabuleiro (Dungeons & Dragons). São nerds assumidíssimos e intelectualmente brilhantes. Leonard e Sheldon partilham o mesmo apartamento, e a mudança na vida deles surgirá com a chegada da Penny (Kaley Cuoco) a nova vizinha da frente. A química é explosiva entre eles e a Penny. Lentamente, ela decide mostrar-lhes o que é a vida “real”, quotidiana e como funcionam as relações humanas. A existência destes homens poderá ser iluminada para todo o sempre.

Comecemos pelos personagens. TBBT ganha imensos pontos através o brilhante acting dos atores e os arcos narrativos de cada um dos protagonistas.

Leonard Hofstader é um físico formado em Princeton com um QI de 173. É visto como o “gajo normal” do grupo. É o melhor amigo do Sheldon, dividindo o seu apartamento com ele. Apaixona-se MUITO rapidamente pela Penny. Detém graves traumas do passado, sobretudo com a sua mãe.

Sheldon Cooper é o personagem mais atípico da série. Extremamente sobredotado e talentoso na ciência, com um QI de 187, é o que tem mais dificuldade na vida social. Foi para a universidade com apenas 11 anos, e obteve o seu doutoramento com 16 anos. Orgulhoso de natureza, não simpatiza com ninguém (fora dos seus amigos). Tem uma amizade MUITO repentina e curiosa com a Penny.

Howard Wolowitz é um engenheiro aeroespacial que ainda vive na casa da mãe. Apaixonado pelas bandas desenhadas e pelas mulheres/sexo. Quando não está ocupado em devorar novas bd’s, tenta a sua sorte com as mulheres, rezando que uma acabe debaixo dos seus lençóis. O seu melhor amigo é o Raj. Trabalha várias vezes para a NASA, e pretende falar 8 línguas como técnica de “engate”.

Rajesh Koothreappali é um especialista em astrofísica de origem indiana. Possui um grave problema, pois, não consegue falar com mulheres. A única solução é de estar sob o efeito do álcool. Apaixonado pelas comédias românticas com a Sandra Bullock, Raj é carinhoso e uma paz de alma.

Penny é a total oposição destes quatro amigos. Não está familiarizada (nem gosta) da pop culture, não possui gosto pelas ciências e não percebe nada do universo das bandas desenhadas. Penny tem o sonho de se tornar atriz, mas só obtém trabalho como empregada de mesa. Ela é o elemento chave para mudar a vida do grupo.

Não vou apresentar as outras personagens (Amy Farrah Fowler – Mayim Bialik; Bernadette Rostenkowski – Melissa Rauch) que só aparecem mais tarde, caso tenham curiosidade em começar a série.

Porque é que The Big Bang Theory é um fenómeno cultural? Porque são evoluções constantes dos personagens, aprendizagens da vida, um humor refinado e protagonistas marcantes. Contém episódios geniais que elogiam com brio toda a pop culture. O elenco é maravilhoso, os personagens são estranhas e fora do comum. A química entre todos os protagonistas é deliciosa. E porque SHELDON. Jim Parsons tem uma performance fenomenal. É impossível descrever todas as suas facetas. Digamos que os seus 4 Emmys e o seu Golden Globe justificam a minha visão.

Há para todos os gostos. Se forem fãs dos universos de Star Wars, Star Trek, Game of Thrones, Marvel, DC Comics, The Lord of the Rings, das comic-cons, dos videojogos e das bandas desenhadas (comic books) poderão identificar-se com os personagens com mais facilidade.

Não é uma série perfeita. Longe disso. Há uma perda de criatividade e de qualidade ao longo das temporadas. A 10ª, 11ª e 12ª sendo as mais fracas. Esta última não foi exceção. Felizmente, os 3 últimos episódios conseguiram concluir com brio todos os arcos narrativos e entregam-nos um final bastante forte. A emoção está on point.

Se nunca viram, aconselho para descontrair e rir. Se viram um ou outro episódio aqui e ali, sugiro que vejam desde o início e por ordem. É uma boa série de comédia que vos convida a entrar neste universo “nerd” e acarinhar personagens memoráveis. Como diria o nosso amigo Sheldon: “I’m not crazy, my mother had me tested.”


Alexandre Costa
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