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Star Wars(1977)

Há 3 meses | Ação, Aventura, Fantasia, | 2h1min

de George Lucas, com Mark Hamill, Harrison Ford, Carrie Fisher, Alec Guinness, Peter Cushing e David Prowse


A long time ago in a galaxy far, far away… STAR WARS IV – A NEW HOPE.

Falta pouco mais de 1 mês para estrear Star Wars: The Rise of Skywalker – o fim da saga protagonizada pela família Skywalker. Decidi então que era a altura certa para mergulhar novamente nesta guerra galáctica.

Foi em 1977 que estreou um filme que marcou presença e revolucionou o mundo do cinema. Sim, Star Wars é a maior saga de todos os tempos – em todos os aspetos – cinematograficamente e comercialmente.

O que nos conta o filme?

O Império domina a galáxia e impõe o clima de terror perante todos os inocentes. A paz, a República e os Jedi estão ultrapassados. As tropas imperiais lideradas por Darth Vader são inalcançáveis. Até que um dia, um grupo de rebeldes, sob o comando da Princesa Leia (Carrie Fisher) consegue recuperar os planos da Death Star: uma base espacial suficientemente poderosa para aniquilar um planeta inteiro. Antes de ser capturada por Vader, a Princesa Leia consegue confiar os planos ao droide R2-D2. O pequeno droide, acompanhado do seu par de sempre C-3P0 conseguem fugir milagrosamente e aterram no planeta Tatooine. Lá conhecem o jovem Luke Skywalker (Mark Hamill) e o ex- Jedi Obi-Wan Kenobi (Alec Guiness). Após ouviram a mensagem da princesa, tentam encontrar uma solução para entrarem na base de Vader. Talvez o mercenário Han Solo (Harrison Ford) os possa ajudar…

Em 1968 Stanley Kubrick revolucionou o mundo da ficção científica nas salas obscuras com 2001: A Space Odyssey e, 11 anos depois, George Lucas fez o mesmo, entregando um puro blockbuster do mesmo género. Uma verdadeira ode espacial. Um filme de aventura com a jornada do herói. Juntando habilmente mitologia, ação e uma dimensão política no espaço. O jovem realizador nutre um talento como contador de histórias.

Porque é que Star Wars foi uma bomba no mercado e na 7ª Arte? Porque propõe algo que nunca tinha sido feito. Foi buscar as suas inspirações aos Westerns e aos filmes de Samurais, juntando-as num mundo espacial. Foi uma chapada na cara de todos os espetadores. Não só, tem a jornada do herói mais conhecida e estudada de sempre – a de Luke Skywalker, como também tem um painel das personagens mais icónicas de toda a pop culture: Darth Vader, Luke Skywalker e Han Solo. Apresenta-nos um universo gigantesco e sem limites.

Depois existe a peça fundamental: Darth Vader, o vilão mais icónico de todos os tempos. É fascinante o quão este antagonista continua a ser idolatrado 42 anos depois. Autoritário e cruel, alto e mascarado tal como um cyborg. Poderoso. Utiliza o seu poder da força para estrangular com a mente quem lhe apetece. Darth Vader é um total mistério neste primeiro filme. Ninguém sabe quem é, como foi ali parar e o porquê de ser assim. Vamos tendo algumas informações, mas nada que lhe tire o puro mistério. E sim, tem a light saber mais badass da longa-metragem.

Tecnicamente é uma proeza. A utilização das maquetes para as cenas de ação e a conceção dos efeitos visuais contribuem para um grande realismo. A utilização do som para o duelo de lights saber, das naves e dos tiros dos blasters é intemporal. E nada disto seria tão poderoso sem a banda sonora de John Williams – provavelmente a mais icónica de todos os tempos.

Star Wars IV: A New Hope marcou profundamente a História do Cinema. É um filme baseado em mitos e lendas, que acabou por deixar o seu próprio legado. É o confronto entre o racional e o irracional, no que acreditamos sem ver. George Lucas marcou presença pela sua ousadia, do seu sonho louco em entreter todas as faixas etárias e vender os seus produtos através um merchandising potentíssimo. Um pequeno passo para Luke Skywalker, um grande passo para o cinema.


Alexandre Costa
Outros críticos:
 Rafael Félix:   9
 Rafaela Boita:   9
 Bernardo Freire:   9