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How to Train Your Dragon: The Hidden World(2019)

Há 4 meses | Animação, Aventura, Ação, | 1h44min

de Dean DeBlois, com Jay Baruchel, America Ferrera, F. Murray Abraham, Cate Blanchett, Gerard Butler e Kit Harington


Se comecei a crítica de How to Train Your Dragon 2 (2014) a falar do quão difícil é fazer uma sequela a um, já de si, ótimo filme, imagine-se o que poderei falar sobre um terceiro e – esperemos – último filme. E assim é, a franquia que nos dá a amizade e as aventuras do desafiante Hiccup (Jay Baruchel) e do seu fiel companheiro Toothless culmina numa terceira obra que pega quase de estalo no final do segundo.

Tenham atenção que estamos a falar de uma trilogia, eu deduzo que quem está por aqui a ler tem noção de que eu terei que falar de acontecimentos de filmes passados. Aviso feito, vamos lá.

Posso?

Ok.

How to Train Your Dragon: The Hidden World começa cerca de um ano após a morte de Stoick (Gerard Butler) e a consequente ascensão ao poder de Hiccup, ainda que apenas com 21 anos. Todos os habitantes de Berk se perguntam o porquê de nem o jovem chefe nem a sua namorada Astrid (America Ferrera) se casarem, para poderem governar em conjunto. O casal não vê o porquê de se casar tão jovem, sobretudo porque Hiccup sente que tem algo a provar sozinho – oh pobre Hiccup, provaste quando domaste um Night Fury, deixa lá. Os pombinhos organizam mais um resgate de dragões com os seus amigos e dragões e trazem mais uma mão cheia de dragões para Berk que, a esta altura está, como se diria no turismo, em overbooking. É que não cabe nem mais um.

No entanto, o que o grupo não percebe é que deixou ficar para trás um fêmea Night Fury. E é depois disso que Grimmel (F. Murray Abraham) – o nosso novo vilão – decide soltar esta branca e linda fêmea. Porquê? Porque é O caçador mais temível de Night Furys, o responsável pela morte de todos da espécie à exceção, claro, do nosso Toothless. Vai, então, utilizar o poder do amor que é fervilhante nesta espécie para iludir, caçar e matar o nosso dragão favorito.

Confesso que não foi fácil para mim pegar em The Hidden World pouco depois de rever o segundo filme porque tenho um carinho muito especial por essa sequela. Não me interpretem mal, este terceiro filme continua a ser muito bom, mas eu pergunto-me se terá sido feito com a melhor ideia.

O que, pelo menos a mim, me agarrou no segundo foi o tamanho salto temporal existente, que nos permitiu (re)conhecer as nossas personagens e ver as suas evoluções. Aqui, trata-se de uma aprendizagem de um jovem governante que tem apenas mais uma aventura.

Continua a ser tremendo graficamente, com uma banda sonora espetacular e personagens que jamais esqueceremos. O seu vilão torna-se aqui ou ali uma desilusão porque parecia ser o derradeiro oponente de Hiccup, inteligente, metódico, calmo e feroz, mas acabou por oferecer tanta luta como Stoick a mudar de opinião em relação a dragões em How to Train Your Dragon (2010).

Naqueles momentos que se sucedem após o clímax e o início da resolução, a minha cabeça só se questionava no porquê de um terceiro filme assim, que ainda que seja muito bom, poderia ter sido algo maior. No entanto, a resolução é perfeita. Oferece-nos tudo o que queremos, tudo o que pedimos e encerra não só este capítulo da melhor maneira, como toda a trilogia.

É o final perfeito para uma tremenda trilogia.


Pedro Horta
Outros críticos:
 Rafael Félix:   8
 Alexandre Costa:   8