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Guardians of the Galaxy(2014)

Há um ano | Ação, Aventura | 2h1min

de James Gunn, com Chris Pratt, Bradley Cooper, Vin Diesel, Dave Bautista, Zoe Saldana e Michael Rooker


Devo começar por vos recordar que não sou o maior fã de filmes de super-heróis – ou super-vilões, falando em Suicide Squad (2016) –, parecem-me todos iguais, sem grandes narrativas por detrás. A única trilogia que realmente me fez gostar deste tipo de filmes – e que, por ventura, me faz dar oportunidades na esperança de ver algo parecido – foi The Dark Night (2005-2012), de Christopher Nolan. Precisamente porque tem toda uma narrativa envolvente que nos cola à tela com muito mais do que apenas o típico: eu sou um super-herói, tenho poderes e vou salvar o mundo.

No entanto, tenho que admitir que fiquei surpreendido com Guardians of the Galaxy. Vi o filme na altura em que saiu e agora que estou a pensar ver a sequela, achei que deveria rever o filme realizado por James Gunn.

O filme é realmente interessante e puxa os espetadores até ao fim.

A história em si, penso que poderia ser ligeiramente mais profunda, mas chega para despertar interesse nos espetadores de qualquer idade e, sejamos honestos, é aí que está o truque na venda do produto.

Não é só mais um filme de ação, aventura e Sci-Fi que tem explosões a cada 10 segundos e que tem uns diálogos pelo meio… É um filme bem escrito, com o toque certo de comédia e com um elenco de qualidade.

Sou realmente fã de vários momentos desta longa-metragem como por exemplo, a cena em que o Peter Quill – aka Star-Lord –, interpretado por Chris Pratt, tenta impedir Drax (Dave Bautista) de matar Gamora (Zoe Saldana) na prisão. Peter chama Drax à razão tentando-lhe mostrar quem é realmente o inimigo dizendo-lhe para manter Gamora viva até apanharem o Ronan (um dos vilões, interpretado por Lee Pace) e só depois a matar. O plot está aqui. Peter em vez de se expressar, passa o seu dedo na garganta simbolizando a morte, mas Drax fica confuso e responde “Porque raio é que eu lhe passaria o dedo na garganta?”. Isto é fantástico! Sobretudo porque se segue de uma tentativa, falhada, de Peter explicar a Drax o que o gesto realmente significa. É impossível não soltar uma risada nesta cena. Muito bom.

Além disto, durante o filme todo acontecem momentos semelhantes a este. Em que as personagens – sobretudo Peter Quill – diz algo que é comum em vários filmes e que o restante grupo de personagens não percebe e ele vê-se obrigado a tentar explicar, tal como fez ao Drax, que são coisas que se dizem. Isto é realmente um grande sim ao filme.

Falando no elenco: Não sou o maior fã de Chris Pratt, mas admito que neste filme tenha estado bastante bem, juntamente com Zoe Saldana.

A minha personagem favorita acaba por ser o Rocket – o guaxinim interpretado vocalmente por Bradley Cooper. É uma personagem hilariante, mas séria. A cena em que o grupo tenta fugir da prisão e o Rocket diz que tem um plano, mas para isso precisa de uma bateria, um sensor dos guardas e a perna-prótese de um dos reclusos é fantástica. Simplesmente porque no fim ele confessa que a perna era só para brincar e que, obviamente, ele não precisava daquilo. Isso juntamente com o momento em que ele explica o plano e que a bateria teria de ser a última coisa a ser roubada, mas o Groot antecipa-se e rouba-a, causando o caos é mesmo muito bom.

E por falar no Groot. A personagem é um pouco flat, mas faz o seu propósito. A única coisa que me faz mais confusão é o facto de terem alguém no elenco como o Vin Diesel e apenas o utilizarem para dar voz a uma árvore. Ainda por cima para dizer centenas de vezes a mesma linha de diálogo: “I am Groot”.

A isto junto ainda o destaque à fotografia do filme que é muito boa, bem como os efeitos visuais e maquilhagem que lhes valeu duas nomeações, respetivamente, a Óscar em 2015.

Para finalizar, há que dar destaque à banda sonora que foi composta – ou escolhida, neste caso – por Tyler Bates. É ótima! Ouvimos, durante a longa, nomes como Raspberries, David Bowie, The Jackson 5, The Runaways… Simplesmente fantástica.

É um filme que devem ver ou rever, sem dúvida.


Pedro Horta
Outros críticos:
 Rui Lourenço:   8
 Sara Ló:   8
 Alex Duarte:   8
 Alexandre Costa:   8
 Rafael Félix:   8
 Margarida Nabais:   8
 Rafaela Boita:   8