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Star Wars: Episode VI - Return of the Jedi (1983)

Há 2 meses | Ação, Aventura, Fantasia, | 2h15min

de Richard Marquand, com Mark Hamill, Harrison Ford, Carrie Fisher, Billy Dee Williams, Ian McDiarmid, David Prowse, Alec Guinness e Frank Oz


Ser a sequela de The Empire Strikes Back (1980) era certamente um gigantesco desafio. Na minha opinião, ainda mais do que concluir a trilogia original desta mítica saga. Após explorar a jornada do herói iniciada em A New Hope (1977) e o desenvolvimento da trama em torno dos Jedi e do Dark Side em The Empire Strikes Back, Lucas tinha de fazer uma escolha: optar por fazer um filme destinado a um público jovem, ou explorar a tragédia grega a la Shakespeare como no episódio V?

Bem, antes de responder a isso, o que nos conta o filme?

Após construírem uma nova Death Star – bem mais destruidora, o Império parece imbatível e cada vez mais poderoso. Devido à traição de Lando Calrissian (Billy Dee Williams), Han Solo (Harrison Ford) é entregue ao gangster alienígena Jabba the Hutt, pelo caçador de recompensas, Boba Fett. Com a ajuda de Chewbacca, Lando, C3-P0, R2-D2 e Luke (Mark Hamill), a Princesa Leia (Carrie Fisher) organiza um plano para resgatar o seu amado Solo. Mais tarde, Luke fica consciente de ser um perigo para os seus amigos e prefere enfrentar novamente o Darth Vader, mas desta vez, render-se na esperança de salvar o seu pai das mãos do sinistro Darth Sidious (Ian McDiarmid).

Nesta sequela direta, George Lucas regressa na parte criativa como co-argumentista, sob a realização de Richard Marquand. Marquand demonstra possuir o seu próprio estilo de mise en scène, permitindo-nos estar mais próximos das personagens. O filme possui o seu próprio estilo. Varia entre o infantil e o sério em todos os pontos narrativos e na sua montagem. Que seja no início em Tatooine no reino de Jabba the Hutt, toda a parte com os Ewooks, a batalha de Endor e o confronto final. Tanto temos um confronto muito psicológico, como estamos a seguir ursinhos fofinhos na floresta, e é precisamente aí que a longa-metragem perde em qualidade.

O argumento dá-nos aquilo que queremos: cenas convivais entre os protagonistas, conversas sérias sobre os Jedi (magnifica cena entre o Luke e o Master Yoda) e um clímax generoso. O confronto final – Darth Vader – Darth Sidious – Luke Skywalker transcende de generosidade detrás de mais uma magnífica banda sonora do mestre John Williams. O lado trágico entre o bem e o mal da família Skywalker é o maior ponto positivo desta ode espacial.

Visualmente tem uma força incrível. A coreografia entre o duelo de lightsabers melhorou bastante, as batalhas espaciais estão mais realistas e até as performances dos atores são mais convincentes. Quero, desta vez, destacar o trio Hamill, James Earl Jones e Ian McDiarmid. Toda a história de Star Wars passa por eles os três. Obtemos finalmente as respostas que tanto desejávamos e temos a sensação que a conclusão desta história não poderia ter terminado de outra forma. Não é tão bom como os seus precedentes, mas não deixa de ser um generoso entretenimento e ter uma excelente conclusão.

Depois deste desfecho… conhecemos o resto da história. Uma prequel-trilogy (1999-2005) sobre o trágico passado de Anakin Skywalker e esta “Nostalogia” da Disney. Na próxima semana terminará a maior saga cinematográfica da História do Cinema, sobre a família mais conhecida de toda a galáxia. Os Skywalker.


Alexandre Costa
Outros críticos:
 Rafael Félix:   7
 Bernardo Freire:   7