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Speed(1994)

Há 2 meses | Ação, Aventura, Crime | 1h56min

de Jan de Bont, com Keanu Reeves, Sandra Bullock, Dennis Hopper, Joe Morton e Jeff Daniels


Jan de Bont, em 1994, trouxe-nos um clássico filme de ação que considero que foi uma enorme influência para o género. E, como celebra 25 anos, porque não relembra-lo com uma pequena crítica.

Speed conta a história de Jack Traven (Keanu Reeves), um jovem polícia, que após evitar uma tragédia num elevador, planeada pelo seu futuro nemesis Howard Payne (Dennis Hopper), tem de impedir que um autocarro expluda. Para isso, conta com a ajuda de uma das passageiras, Annie (Sandra Bullock).

Um filme de ação provido de todos os clichés e mais alguns, mas que tendo em conta a época em que saiu, de alguma forma, foi inovador e bem recebido pelos espetadores. Considero que esta narrativa tenha sido fora do comum, trazendo assim um elemento de novidade, tornando-se destacável perante o que existia na altura, e um marco para os filmes que daí se seguiram. Digo isto por ser um filme muito fácil de descrever e reconhecer só explicando o básico do plot. Algo que, dentro do género ação é difícil de acontecer porque estamos habituados a ver sempre a mesma coisa.

No entanto, há alguns aspetos que falham neste projeto. Desde o diálogo, que na minha opinião, é muito fraco e, em certos momentos, chega a ser irritante e bastante dispensável, como a performance de algumas personagens. A começar pelo vilão interpretado por Dennis Hopper, onde houve uma falta de transmissão de personalidade e onde fui incapaz de o categorizar. Algumas personagens secundárias, com duas ou três falas, mas que ainda assim conseguiram falhar completamente e que me fizeram soltar vários desabafos como “estavas melhor calado”. Basicamente, senti um diálogo muito pouco trabalhado e extremamente forçado.

Por outro lado, falo da intensidade das performances de Keanu Reeves e de Sandra Bullock. Senti que, apesar de tudo, são uma dupla que têm uma boa ligação e que o conseguiram demonstrar através deste filme. Vemo-los jovens neste projeto e, quase de certeza, hoje conseguimos encontrar melhores prestações de ambos em diferentes trabalhos. Faz tudo parte do crescimento deles como atores.

Outro aspeto que me ressaltou à vista e fez-me rir um bocado foi a cena inicial e a final. Toda a narrativa que decorre no autocarro está minimamente aceitável. Claro que com os seus momentos mais esperados, como pequenos plot twists (que todos os filmes de ação têm), no entanto, notou-se que foi o momento mais trabalhado. O mesmo não consigo dizer do antes e depois dessa cena. Um enredo um bocado preparado às três pancadas para criar uma ligação com a história principal, e um final feliz, mas bastante cringe ao mesmo tempo.

Apesar de tudo, não posso deixar de ter presente a altura em que o filme foi produzido, e do facto de não passar de um filme que serve simplesmente para entreter o espetador. Não é suposto ser um trabalho super estruturado ou intelectual, mas sim um plano para um domingo à tarde. 


Raquel Lopes
Outros críticos:
 Alexandre Costa:   7
 Rafael Félix:   7
 Pedro Horta:   7