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Sex Education - 2ª Temporada(2020)

Há 26 dias | Comédia, Drama, |

de Laurie Dunn, com Asa Butterfield, Emma Mackey, Ncuti Gatwa, Gillian Anderson, Patricia Allison, Kedar Williams-Stirling, Connor Swindells e Tanya Reynolds


A esta altura já poucos serão os que ainda não ouviram, pelo menos, falar de Sex Education, uma produção original da – cada vez maior – Netflix. A série da autoria de Laurie Nunn, para quem está mais desatento, fala-nos de Otis (Asa Butterfield), um rapaz de 16 anos que, em conjunto com Maeve (Emma Mackey), faz terapia sexual aos seus colegas de escola, dando-lhes conselhos sobre o que se deve e não deve fazer durante o ato sexual, com base no que ouve da sua mãe Jean (Gillian Anderson), uma verdadeira terapeuta sexual. O engraçado? Otis é virgem e claramente inexperiente no campo do amor, quanto mais no campo sexual.

Vale relembrar que esta crítica é da 2ª temporada da série, por isso, se ainda não viste nada sobre a série, aconselho-te a dar uma vista de olhos primeiro, porque aqui haverão spoilers da primeira temporada.

Aviso feito, vamos lá.

Pegando no final da primeira temporada em que Otis consegue, finalmente, masturbar-se, entramos de rompão neste mundo alterado deste rapaz. Costuma-se dizer que se descobriu a pólvora. Otis claramente descobriu. Agora é um mestre da arte da masturbação e sente-se incapaz de deixar de o fazer a qualquer hora e a qualquer momento… literalmente. Como visto no trailer, Otis namora agora com Ola (Patricia Allison), a filha de Jakob (Mikael Persbrandt). Quem? Exato. O namorado da mãe de Otis.

Com Maeve a tentar regressar para a escola depois de ter arcado com as culpas do seu irmão, Eric (Ncuti Gatwa) a aproximar-se do novo elemento da escola, Rahim (Sami Outalbali), e Otis entregue à sua namorada, a clínica de terapia sexual clandestina da secundária de Moordale parece não ter espaço para continuar, sobretudo porque Jean é convidada a reorganizar a disciplina de Educação Sexual, depois de um surto de clamídia estar a causar o caos entre os adolescentes.

Tudo isto são novos fatores que nos vão levar numa viagem de novos oito episódios bem diferente do que estaríamos à espera. Eu pelo menos não acharia que Sex Education fosse seguir este rumo, mas de facto ainda bem que o fez.

Com novos personagens, novas e estranhas junções e com um toque muito mais pessoal a cada um dos adolescentes de Moordale, esta segunda temporada não perde o seu foco e mantém toda a sua comédia ainda que abordando temas nem sempre tão sexuais quanto isso. A série mostra-se bastante capaz de nos conectar com as suas personagens e de nos contar novas histórias e apresentar novos dilemas sobre as mesmas que nos fazem querer mais e mais.

Pessoalmente, achei que Sex Education fosse mais uma série adolescente que dificilmente pegaria mais que esse público-alvo, mas a verdade é que a série é bastante atrativa, cómica e bem escrita. Fala, sem pudores ou tabus, de todo o tipo de relações e orientações que existem e não descrimina nenhuma delas. Além disso, como já referi, tem a ousadia de agregar personagens que nós nunca conseguiríamos prever e, até, incluir os problemas mais adultos. E isso de facto funciona, e bem.

Muito divertida e criada com o intuito-base da Netflix de ser assistida em forma de maratona, esta segunda temporada sabe a pouco porque nos faz querer começar a assistir, de imediato, à terceira temporada. Termina com um cliffhanger capaz de nos fazer viajar diretamente para Moordale e ajustarmos contas com um certo alguém e isso é precisamente o que se pede a uma série.

A terceira temporada ainda não foi anunciada, mas eu digo com muita naturalidade que pode estar descansados com esse aspeto. É impossível que Sex Education termine desta forma e o próprio ator Ncuti Gatwa já confirmou publicamente que os seus contratos são de, pelo menos, três temporadas.


Pedro Horta
Outros críticos:
 Pedro Freitas:   9Abrir
 Filipe Lourenço:   8
 Raquel Lopes:   8
 Pedro Horta:   8