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Good Boys(2019)

Há 2 meses | Aventura, Comédia, | 1h29min

de Gene Stupnitsky com Jacob Tremblay, Keith L. Williams e Brady Noon


Gene Stupnitsky, responsável por alguns episódios de The Office (2005-2010) e do filme Bad Teacher (2011) que conta com Cameron Diaz e Justin Timberlake no elenco, trouxe-nos uma comédia que conta com 3 miúdos e todo um universo visto pelos olhos deles.

Num mundo tão sério, por vezes esquecemo-nos da visão das crianças. E, é nisto que o filme se foca essencialmente. Max (Jacob Tremblay), Lucas (Keith L. Williams) e o Thor (Brady Noon) formam os Bean Bag Boys. Ao iniciarem o seu sexto ano contam, inicialmente, com uma amizade inseparável, andando sempre juntos, fazendo tudo juntos. O perfeito squad. No entanto, eles começam a compreender os seus próprios interesses, a conhecer a sua sexualidade e a crescerem. Tudo isto acontece entre as aventuras de se estragar um drone e ter de se substituir por um novo e um convite para uma kissing party do pessoal cool da escola.

No meio de choros, risos e muitas peripécias, somos servidos por uma comédia que entretém. Estamos perante a ingenuidade de miúdos que pensam que um tampão serve para prevenir a gravidez ou acharem que uma sex doll é, na realidade, uma CPR doll. Enfim, todo um conjunto de situações que me remontam a Big Mouth (2017-) e que me deixaram a rir muito (de notar que tenho espírito de criança, ok? Ok.)

Contudo, é uma longa-metragem bastante pobre no que toca a edição e sequências de cenas. É um trabalho bastante previsível com um enredo que sabemos que vai acabar bem sem nenhum elemento-surpresa ou algo que se lhe pareça. O que salva nesse aspeto são os momentos humorísticos.

Mesmo tendo como personagens principais as 3 crianças, não é de todo, e volto a repetir, NÃO É DE TODO um filme para elas. O nível de piadas, toda a narrativa é voltada para os adultos, mas partindo da inocência de miúdos de 11 anos. Gostava de realçar a performance de Keith L. Williams. Este encarnou perfeitamente a história da sua personagem. Apesar de ser uma criança, não deixou de encarar a realidade que vivia na sua casa e, como tal, teve de aprender a viver com essa situação. E considerei que o Keith o fez da melhor maneira que conseguiu, e transmitiu bem a sua tristeza na sua interpretação.

Bem, pouco ou nada tenho mais a dizer sobre o filme. Engraçado, entretém o espetador do início ao fim e NÃO É PARA CRIANÇAS. Com uma história com um desenvolvimento fácil, mas que ainda assim capta a atenção. 


Raquel Lopes
Outros críticos:
 Rafaela Boita:   6