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Star Wars: The Rise of Skywalker(2019)

Há um mês | Ação, Aventura, Fantasia, | 2h22min

de J.J. Abrams, com Daisy Ridley, Adam Driver, John Boyega, Oscar Isaac, Carrie Fisher, Mark Hamill, Anthony Daniels, Richard E. Grant, Domhnall Gleeson e Ian McDiarmid


CRÍTICA SEM SPOILERS. NEM SINOPSE.

Star Wars. A saga de todas as histórias. A saga que foi acompanhada pelo maior grupo de fãs de sempre. Foi nesta semana que se concluiu o arco narrativo da família Skywalker. The Rise of Skywalker é o 9.º filme de uma saga que viveu altos e baixos. Para este final, a Disney voltou a apostar no realizador que reconciliou este universo com os seus fãs em The Force Awakens (2015). J.J. Abrams não tinha nada mais, de que conseguir 3 tarefas: voltar a ganhar o coração da maioria do público após The Last Jedi (2017), concluir esta trilogia e terminar uma saga cinematográfica de 9 filmes. Será que conseguiu?

Eu sou um mega fã. Confesso. Dizer que não esperava nada deste filme era mentir-me a mim mesmo. Amo este universo, esta ode e estas aventuras. É um amor que provém de uma infância distante, muito distante.

The Rise of Skywalker sofre na sua narrativa. Sofre imenso. Sofre de um mal profundo passado. O facto de esta trilogia não ter sido pensada como uma trilogia, mas sim, como 3 filmes agarrados por fios, personagens ou meras ações limitou o argumento deste capítulo final. Este episódio IX funciona praticamente como um filme independente, e isso irritou-me logo no magnífico texto corrido habitual da saga.

A cena de introdução não nos dá tempo para respirar. Nem todas as outras primeiras cenas do filme. O ritmo é demasiado rápido. Vai a 200 km/h. Tudo para impedir de nos questionar sobre o que se está a passar. “Cala-te, não penses e vê”. Após uma montagem epilética, reencontramos os três protagonistas Rey (Daisy Ridley), Finn (John Boyega) e Poe (Oscar Isaac). É neste terceiro filme que finalmente seguimos um trio de heróis – tal como na trilogia original. Do outro lado, continuamos a seguir o percurso de Kylo Ren (Adam Driver), que demonstra – mais uma vez, ser a melhor personagem desta trilogia e dos melhores da saga. 

J.J. Abrams promete responder a todas as questões deixadas nos dois precedentes filmes e, infelizmente, não é bem o caso. Sim, há novas revelações e arcos que estão completamente concluídos. No entanto, continuamos com muitas perguntas sem respostas, que não vou mencionar aqui. Abrams em dupla com Chris Terrio não teve outra hipótese de trazer o Emperor Palpatine (Ian McDiarmid) de volta após a desconstrução absoluta de Rian Johnson. Certo. Porque não?

Não. Não e não. Falharam TUDO a respeito de Palpatine. Não só, acabam por trair o final da trilogia original, como há a sensação de não haver justificação de nada. O Palpatine está vivo, sabe-se lá Deus como. Ponto final. “Cala-te, não penses e vê parte 2”.

Bem, vou parar de dizer mal da longa-metragem, porque parece que a odiei… e não é bem o caso. Tem muitos problemas, sofre de um argumento completamente lunático e caído do céu e isolou-se daquilo que foi feito anteriormente. Contudo, se há algo que Rise of Skywalker conseguiu é dar-nos momentos de grande espetáculo. Não vamos ver um Star Wars pela complexidade do seu argumento. Vamos para ser levados numa nave espacial e sair do nosso chato quotidiano. Vamos para viver novas aventuras com personagens carismáticas, ver lutas espaciais e combates de lightsabers. J.J. Abrams sabe disso tudo e entrega-nos um filme 100% repleto desses momentos. Ações de pura bravura, protagonistas que podiam ser nossos amigos e peripécias carregadas de grandes aventuras. Rian Johnson tinha elaborado uma conexão à distância entre Kylo e Rey, e Abrams aproveita a ideia, dando-lhe uma nova dimensão. Adorei todas essas sequências. Tanto na realização como nas ideias da montagem.

Entre altos e baixos, chegamos ao final com um grande sentimento de nostalgia e saímos emocionados do serão. Não é a melhor conclusão, nem o melhor filme da saga, mas tem o mérito de nos oferecer um entretenimento sincero, repleto de boas intenções e mostrar tudo o que os fãs queriam ver. Se amam esta saga não percam este epílogo no cinema, irão certamente passar um bom momento. Se não gostaram do The Last Jedi, não fiquem amuados e vão ver na mesma.

The Force will be with you. Always.


Alexandre Costa
Outros críticos:
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 Rafaela Boita:   4