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Intouchables(2011)

Há um ano | Biografia, Comédia, Drama, | 1h53min

de Oliver Nakache e Eric Toledano, com Fraçois Cluzet, Omar Sy, Anee Le Ny, Audrey Fleurot e Clotilde Mollet


Inspirado na história verídica de Philippe Pozzo di Borgo e Abdel Yasmin Sellou, Intouchables dá-nos a conhecer uma amizade pouco comum e verdadeira.

Com 19,44 milhões de entradas, o filme é o segundo maior sucesso francês na história da sua bilheteira, atrás de Bienvenue chez les Ch'tis (2008). Em 2012, tornou-se o filme francês mais assistido fora de França, destronando o clássico Le Fabuleux Destin d’ Amélie Poulain (2001) que tinha mantido o título aproximadamente dez anos. Em maio de 2013, com cerca de 54 milhões de entradas no mundo, Intouchables bate The Fifth Element (1997) de Luc Besson e torna-se a produção mais bem-sucedida no mercado internacional de todos os tempos que não seja falada em inglês. Omar Sy leva a estatueta do César de melhor ator em 2012.

O que nos conta o filme?

Após um acidente de parapente, Philippe (François Cluzet), um rico aristocrata paraplégico, contrata Driss (Omar Sy), um jovem proveniente dos bairros pobres de Paris que acaba de sair de prisão, como ajudante doméstico. Por outras palavras, a pessoa menos adequada para este tipo de trabalho. Dois universos completamente opostos, onde surge uma amizade tão louca, engraçada e forte. Uma amizade que os tornará…Intouchables (intocáveis).

Se o filme em si não é inovador ou revolucionário, ele evita cuidadosamente qualquer forma de cliché, traz um olhar matizado na construção dos seus personagens e no seu ambiente. O filme é um ar fresco constante, nunca descai num humor fácil e desinteressante e deve sobretudo aos seus dois protagonistas: Omar Sy e François Cluzet. Omar Sy representa um filho “ruim” que tem como desejo orgulhar a mãe, passando do sério para a comédia, o filme cresce sempre que o ator aparece na tela. Parece-me bastante justo todas as nomeações e recompensas que ele ganhou. François Cluzet, ator conhecido por interpretar papéis sérios, demonstra que pode ser engraçado e protagonista de uma comédia, conjugando como o seu parceiro, da comédia para o drama.

Intouchables é uma comédia que aborda um drama de uma maneira inesperada, oferecendo ao espetador uma aventura sincera e simples que evoca o desejo de esquecer as preocupações da vida quotidiana. A dupla de realizadores Toledano e Nakache consegue um filme perfeitamente rítmico, inteligente com humor e cheio de emoção.



O sujeito da deficiência é abordado de forma inteligente, com uma mensagem subjacente real. Philippe encontra, na personagem simples de Driss, conforto pois é tratado de forma normal por ele. Não há complexos nem pena por ser um deficiente. Todo o filme gira em torno dessa tese.

Intouchables é uma comédia que me toca sempre que o vejo, atores excelentes, um tema sério abordado de uma maneira brilhante. O argumento funciona bem, a música é boa, a realização é eficaz. Para vos ser sincero, é um filme que se aproxima de uma obra de arte.

Intouchables é o que o cinema francês sabe fazer melhor, contar a história de uma vida com um realismo deslumbrante, misturando comédia, drama e emoções poderosas para obter pérolas raras. É um filme a ver e rever.


Alexandre Costa
Outros críticos:
 Alex Duarte:   8
 Pedro Freitas:   9
 Rui Lourenço:   9
 Sara Ló:   9
 Filipe Lourenço:   8