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Avengers: Infinity War(2018)

Há um ano | Ação, Aventura, Fantasia, | 2h29min

de Anthony Russo e Joe Russo, com Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Josh Brolin, Scarlett Johansson, Benedict Cumberbatch, Tom Holland, Chadwick Boseman, Chris Pratt, Zoe Saldana, Tom Hiddleston e David Bautista



Era impossível prever que em 10 anos, a Marvel iria possuir uma das maiores sagas cinematográficas de sempre. Os super-heróis, seres imaginários vindos dos comics books (bandas desenhadas) apropriaram-se das nossas realidades. O início desta imensa aventura começou em 2008, com Iron Man. À medida que os filmes avançavam, a espera pelo grande titã Thanos aumentava. Avengers: Infinity War é tão aguardado, que possui o maior orçamento da História do Cinema: cerca de 480 Milhões de dólares.

Valeu a pena esta espera toda do antagonista? O filme cumpre o que promete? Será realmente o fim para os nossos heróis favoritos?

 

Aviso desde já que a minha crítica não contém nenhum spoiler.

 

O que nos conta o filme?

Enquanto os Avengers e os seus aliados continuam em proteger o mundo de ameaças deveras grandes para serem enfrentadas por um apenas e único herói, um novo inimigo surgiu das trevas: Thanos. Há um medo despótico por todo o Universo. Pois, Thanos pretende coletar as 6 Infinitys Stones (Pedras do Infinito), as mais poderosas artefactos de todo o Universo e usá-las para impor a sua vontade perante toda a realidade. Todas as lutas anteriores levam os Avengers a este momento. Salvar o destino de todo o Universo. A junção de todos os heróis é inevitável, incluindo os Guardians of the Galaxy.

Avengers: Infinity War é inventivo na sua proporção em misturar diversos mundos e planetas, para entregar-nos 2h30 de ação non-stop. Provou, mais uma vez, que para um filme deste género, não basta haver numerosos super-heróis cools, se não existir um antagonista digo e no seu ague. A MCU oferece-nos um verdadeiro vilão, que é interessante e terrível. Thanos tem um tratamento conquistado e assolado pela loucura, quebrando a tela em todas as suas aparições. Josh Brolin funde-se perfeitamente no papel deste titã quer seja pela sua voz ou postura. O CGI está muito bem conseguido.

O filme tem uma estrutura narrativa inédita na saga. Como contém imensos personagens (todas as que já vimos pelas 18 longas-metragens anteriores) acaba por adotar um estilo a la Game of Thrones (2011-) ou The Lord of the Rings (2001-2003), colocando em cena diferentes enredos e os seus personagens. Torna a globalidade coerente.

Os realizadores Anthony e Joe Russo fazem um excelente trabalho na humanidade de cada personagem e nas cenas de ação. A questão emocional é fundamental em Infinity War. O amor e as relações levam-nos a momentos de bom cinema, como as lágrimas que correm na cara de Thanos (sim, eu sei, não conto mais, desculpem).

Visualmente é ambicioso. Supera qualquer outro filme da MCU, obtendo uma identidade própria. Viajamos bastante de planeta para planeta (um pouco como um Star Wars). Quero destacar o planeta Vormir que é de tirar o fôlego. Assim como o planeta Titã, que possui um verdadeiro universo. É novamente um prazer regressar às terras do Wakanda – que em fevereiro passado nos deu Black Panther. Como podem ter visto nos trailers, há uma gigantesca batalha lá.

A banda sonora de Alan Silvestri é magnífica. O tema principal continua a ser o mesmo que em The Avengers (2012), que é para mim, o melhor de toda a saga. A música transmite virtuosismo, pois o filme é carregado de cenas dramáticas.

Para concluir, Avengers: Infinity War é, na minha opinião de mero mortal, o melhor filme da Marvel. O humor, o drama e o épico funcionam. A longa-metragem consegue passar de uma cena leve para uma cena pesada num estalo de dedos. É para este tipo de sensações que vou e gosto de ir ao cinema. A audiência que se encontrava comigo na sala ficou em silêncio absoluta após o desfecho da tela. Havia 6 anos que esperava o Thanos e continuo a pensar que não estava preparado para tal. Se tiverem acompanhado toda a saga, é bastante provável que tenham a mesma sensação que eu, que este filme correu riscos e que superou as expetativas. Aguardo a segunda parte que sairá no próximo ano.  Corram para ver o filme no cinema!


Alexandre Costa
Outros críticos:
 Pedro Horta:   9
 Sara Ló:   9
 Rafael Félix:   8
 Pedro Quintão:   9
 Bernardo Freire:   8
 Rafaela Boita:   9