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Frozen II(2019)

Há 4 meses | Animação, Aventura, Comédia, | 1h44min

De Chris Buck e Jennifer Lee com Kristen Bell, Idina Menzel, Jonathan Groff, Josh Gad, Ciarán Hinds, Frank Welker, Evan Rachel Wood, Sterling K. Brown


Frozen 2 não podia ser um filme que não esperasse ter grandes expetativas em cima de si por parte dos seus fãs. Após seis anos desde o primeiro filme, com os mesmos realizadores, Chris Buck e Jennifer Lee, a qual se mantém escritora da sequela, podemos esperar por uma narrativa bem mais complexa e com mais cor.

No reino de Arendelle, tudo parece estar bem, a rainha tem uma boa relação com os aldeões e a sua irmã, Anna (Kristen Bell), parecendo muito feliz. Todavia, nem tudo está normal, Elsa (Idina Menzel) parece começar a ouvir vozes, pressentidas só por ela, e que a chamam constantemente, causando insónias. Face a isto, Elsa depara-se com um mistério que se relaciona com uma história contada pelo seu pai, de uma floresta encantada, com espíritos dos quatro elementos, que se fechara completamente após o desentendimento entre o seu povo e o de Arendelle. Face a este chamamento, Elsa sente-se tentada a seguir a voz, pois pensa que algo de bom pode haver nela, entrando numa aventura com a irmã, Olaf (Josh Gad), Kristoff (Jonathan Groff) e Sven (Frank Welker).

O fenómeno que conquistou muitos voltou com um argumento mais interessante e forte, que continua a focar-se na ligação entre pessoas, nomeadamente irmãs, Elsa e Anna, porém não é alheio a certas previsões de acontecimentos por alguns espetadores, o que já acontecia com a narrativa do primeiro. A narrativa divide-se entre acontecimentos passados e atuais, tal como o anterior, porém, neste caso, trata-se de uma resolução do passado, um regresso a origens, com muitos pormenores que, no meio de tantos momentos musicais sobre sentimentos, podem não ser tão claros como deveriam, principalmente para o público mais jovem. Todavia, talvez seja essa intenção, para que seja um filme que possam perceber no presente de uma forma e no futuro de outra, para as crianças, coisas que compreenderão quando forem grandes, tal como Olaf transmite.

Quanto a um dos personagens mais conhecidos, Olaf, este parece ser o que mais se aproxima das crianças nesta sequela e é uma personagem imprescindível ao humor. Relembro que no primeiro filme, Frozen (2013), Anna também contribuía em muito para a comédia, o que não se sucede tanto em Frozen 2, onde vemos uma Anna com um pensamento e uma atitude mais madura, representando um crescimento pessoal na personagem.

Os novos personagens que surgem não parecem ter grande impacto, servindo apenas de auxiliar da narrativa. Os elementos que têm um papel fulcral são os espíritos da floresta, dos quais a história depende muito. Este facto de não haver a introdução de novos personagens individualmente mais fortes não se revela de todo infeliz, pois levou a que houvesse um maior desenvolvimento de cada personagem já existente.

A banda sonora é na sua maioria forte e poderosa, e parece ser maior, em termos de tempo. É um verdadeiro musical de animação, “bem Disney”, onde o tempo que o filme tem é preenchido de imensos temas que envolvem principalmente a expressão dos sentimentos de cada personagem.

Quanto ao design e a toda a imagem denota-se uma evolução face ao primeiro, com mais detalhes, presente, por exemplo, na água, que está muito bem conseguida para animação. Ainda quanto à parte gráfica, alguns aspetos da animação podem fazer lembrar a fãs de clássicos da Disney, cenas clássicas ficcionais muito usadas para contar histórias de maneira mais explícita a captar uma maior atenção ao espetador, com figuras animadas em planos cerrados, como é o caso de cenas como no Dumbo (1941), com as visões de elefantes, se bem se lembra.

Tenho ainda a dizer que, mesmo sendo de equipas de produção diferentes, o filme encontra-se na mesma linha de pensamento do filme que saiu recentemente, Maleficent: Mistress of Evil (2019), que em termos de argumento decidiu explorar as origens das suas personagens, assim como Frozen 2 acaba por fazer, e ainda têm a coincidência de serem filmes que apostam na cor e fascinantes ao nível de computação gráfica.

Frozen 2 apresenta-se como um bonito espetáculo de ficção que pretende chegar às raízes desta narrativa gelada que não deixa de aquecer corações.


Rafaela Boita
Outros críticos:
 Pedro Horta:   5
 Bernardo Freire:   7