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Scream Queens (Season 2)(2016)

Há 2 meses | Comédia, Terror, |

de Barry M. Berey e Robert M. Williams Jr., com Emma Roberts,, Billie Lourd, Abigahil Breslin, Jamie Lee Curtis



Anteriormente decidi dar a conhecer a uns, e a relembrar a outros, a primeira temporada de uma série que mistura comédia com terror e que se enquadra perfeitamente no mês de outubro, Scream Queens. Apesar de já ter sido cancelada, tal como disse na crítica passada e volto a dizer nesta, pode ser realmente uma série que valha a pena ver para passar um bom bocado, com todo o seu humor negro e ironia. 

Esta semana decidi escrever sobre a segunda e última temporada da série, com uma premissa muito semelhante, ou até me arriscaria a dizer igual à da primeira, no entanto, com novas piadas, novos personagens que podem vir a mudar alguns aspetos da série.

A segunda temporada chegou ao pequeno ecrã a 20 de dezembro de 2016 e teve um total de 10 episódios. Com a produção do antigo realizador Barry M. Berey e Robert M. Williams Jr. , e ainda com intervenção também dos seus criadores Ian Brennan, Brad Falchuk e Ryan Murphy, Scream Queens mantém muitos dos seus atores e introduz outros conhecidos ao público mais jovem.

O terror pelo qual as jovens da Kappa Kappa Tau, a irmandade da Universidade Wallace, tinham passado acabara com a revelação do Diabo Vermelho, que provocara inúmeras vítimas por todo o Campus. Uma nova etapa começa e, a diretora Munsch (Jamie Lee Curtis), decidiu comprar um hospital, com o nome CURE, que aceitava os casos mais bizarros e fascinantes.

Com isto convidou Chanels e Zayday (Keke Palmer) para integrarem a sua equipa como enfermeiras. Aqui surgem duas novas personagens, os médicos Cassidy Cascade (Taylor Lautner) e Brock Holt (John Stamos), pois o hospital precisava também de profissionais e não só estudantes. A certa altura, um sujeito vestido de Monstro Verde começa a matar pacientes e todos se juntam para descobrir quem é o novo assassino.

Scream Queens nesta segunda temporada ainda nos traz mais o clima de Halloween. Começa como na sua anterior temporada, com uma história do passado que nos faz deduzir desde logo que a série terá uma estrutura semelhante, sendo que um homem vai parar às urgências no hospital, agora de Munsch, no Halloween, e por ser noite de festa deixam-no morrer e deitam-no para o pântano do local. Este facto influencia também a aparência do novo assassino.

A série continua a criticar os adolescentes através das personalidades das Chanels, todavia, esta temporada não se foca tanto nisso e tenta acompanhar uma mudança de vida a que são expostas devido à sua nova responsabilidade, o trabalho. Não é que o levem muito a sério, mas de certo que mudam perspetivas, sempre com humor à mistura, do melhor que esta segunda temporada nos dá. Temos também o regresso de uma das melhores personagens da série a inspetora Denise (Niecy Nash), que é uma das agentes policiais mais engraçadas que já vi e com bastante personalidade.

Quanto aos atores, continuamos com as boas prestações anteriores, como a de Emma Roberts, Abigail Breslin, Billie Lourd e Keke Palmer. Vemos também a introdução de atores já familiares como Taylor Lautner, conhecido da saga que conquistou tantos jovens, Twilight (2008-2012), e o exemplo também de Colton Haynes da primeira temporada de Teen Wolf (2011-2017), também ela uma série muito atrativa para os jovens.

Uma das personagens que temos em segundo plano, mas que mantém a importância que teve na primeira temporada, é a personagem de Lea Michelle, Hester Ulrich, com a sua personalidade única, digamos assim.

A banda sonora nesta temporada não difere muito quanto ás pequenas peças musicais da primeira, e tem bastantes temas das décadas passadas, como a de 80 e 90.

É importante ainda referir que uma das diferenças da primeira temporada para esta, para além das já referidas relacionadas com o espaço e personagens, está também na pormenorização das mortes, com uma melhoria de efeitos e uma visão mais precisa, sendo ligeiramente mais gráfico nesse aspeto, sempre com alguma sátira.

Scream Queens apresenta assim uma segunda temporada que mantém a sua premissa, mas consegue fazer algo diferente à volta dela, mantendo o seu humor e tornando-a digna de uma renovação. Recomendo imenso a série para uma boa época do ano, o Halloween.


Rafaela Boita
Outros críticos:
 Rafaela Boita:   7Abrir
 Pedro Quintão:   8