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Elite - 1ª Temporada(2018)

Há 11 meses | Crime, Drama, Thriller |

de Darío Madrona e Carlos Montero, com María Pedraza, Itzan Escamilla, Miguel Bernardeau, Miguel Herrán, Jaime Lorente e Álvaro Rico


As produções televisivas em Espanha estão num crescendo surpreendente. Depois de La Casa de Papel (2017-), a Netflix volta a apostar em nuestros hermanos para Elite, que na minha opinião é uma das séries obrigatórias em 2018. O sucesso foi tal que já tem segunda temporada confirmada.

Após um terramoto ter destruído uma defeituosa escola pública 3 alunos afetados recebem uma bolsa para estudar em Las Encinas, um dos melhores colégios de Espanha, frequentado por filhos da elite. No momento em que Christian (Miguel Herrán), Nadia (Mina El Hammani) e Samuel (Itzan Escamilla) metem um pé na escola são logo confrontados com um choque entre classes e backgrounds sociais que vai aparecendo frequentemente ao longo da série. Algures lá para o meio um aluno é assassinado, o que incendeia a vida escolar.

Sim, eu sei o que isto parece, uma série de adolescentes onde morre um deles e se passa o resto do tempo a tentar deslindar o caso, conseguem arranjar umas 57 produções com a mesma premissa, não é? Porém, com Elite é diferente, como vão ficar a perceber no final da crítica.

Onde é que eu ia? Ah, assassinato. A série tem uma timeline a la 13 Reasons Why (2017-), ou seja, a série começa já com o crime cometido, mas a narrativa é praticamente toda no passado anterior à morte. Por entre flashbacks e interrogatórios o puzzle começa a encaixar, com muitas surpresas à mistura.

A Netflix tem olho para o negócio, escalar 3 atores do fenómeno La Casa de Papel é receita quase infalível para o não fracasso. Na famosa produção da Antena 3 Miguel Herrán era Rio, Jaime Lorente era Denver e Maria Pedraza era Allison Parker. Aparecem nesta série em papéis completamente diferentes e cumprem com brilho, aliás, todo o elenco o faz, é me difícil fazer distinções.

Sejamos honestos, Elite não fugiu a 13 Reasons Why, a Riverdale (2016-) e à fórmula teen drama da Netflix. Não fugiu porque não faz sentido fugir. Sexo, drogas, fofocas, relações, escândalos, tudo isto faz parte da vida real de um adolescente, e a verdade é que funciona no ecrã. A diferença esteve sobretudo na coragem dos produtores e argumentistas ao abordar dezenas de assuntos controversos, do racismo ao homossexualismo, da religião ao mundo do crime, e criar um argumento super provocador que me surpreendeu de bastantes formas. Foi isto que me agarrou, espero que vos agarre também. 


Pedro Freitas
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