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Deadpool 2(2018)

Há um ano | Ação, Aventura, Comédia, | 2h1min

de David Leitch, com Ryan Reynolds, Josh Brolin, Morena Baccarin, Julian Dennison e Zazie Beetz


Em 2016, a Marvel Studios apresentou-nos Deadpool (2016), um filme sobre um super-herói que não quer propriamente ser um super-herói e, bem, na verdade… o filme é tudo menos o comum que se espera deste género. Mas leiam a crítica ao primeiro filme.

Depois do tremendo sucesso do primeiro filme, tanto a Marvel como a FOX anunciaram a sequela, para 2018, mantendo muitas coisas e alterando outras. Uma das alterações foi no homem do leme. Tim Miller (realizador do primeiro) dá lugar, desta vez, a David Leitch. Conhecido por várias funções, destacou-se como duplo antes de se estrear como realizador em John Wick (2014) – uma das referências deste filme. A sua carreira neste ramo conta ainda com Atomic Blonde (2017) e, já devido a Deadpool 2, com a curta-metragem Deadpool: No Good Deed (2017) e o videoclip de Celine Dion para a música Ashes – que compõe a soundtrack desta sequela.

O guião, escrito por Rhett Reese, Paul Wernick e Ryan Reynolds, leva Deadpool (Ryan Reynolds) numa aventura para proteger um jovem mutante, Russell (Julian Dennison), juntamente com uma equipa, de Cable (Josh Brolin). É, à semelhança do primeiro filme, uma narrativa demasiado simples para manter a audiência na sala de cinema até ao fim.

Então vocês perguntam: O que de bom tem Deadpool 2? Embora a narrativa seja tremendamente simples e, aqui ou ali, perca algum sentido, o filme agarra-nos desde o primeiro segundo com as suas imensas referências, com as ótimas performances de Reynolds, Brolin e Dennison e, sobretudo, com a fantástica comédia que traz. O toque cómico deste Deadpool 2 é simplesmente brilhante e infinitamente melhor que no primeiro. É, literalmente, de partir o coco a rir.

Muito à semelhança do primeiro, o ritmo também ajuda a que o filme se veja bem. É rápido, é intenso e bem compassado. Isto facilita a audiência a aceitar a narrativa ou a deixar passar as simplicidades do argumento. Argumento esse que, diferente do primeiro, não é assim tão previsível.

As referências, mais uma vez, são o sumo do filme. São inúmeras e são a principal razão para as várias gargalhadas que o filme oferece. Referências claras a Wolverine, Charles Xavier, Green Lantern, Black Widow, Thanos – obviamente não é? –, Hawkeye, Hulk, Batman, Superman, Robocop, Winnie the Pooh, Eleven (Stranger Things), entre muitas, muitas outras personagens. E a vários filmes mesmo. Destaco apenas, para não estender em demasia, Star Wars: A New Hope (1977), The Empire Strikes Back (1980), Interview with a Vampire (1994), Harry Potter (2001-2011), Sharknado (2013-), John Wick (2014), Deadpool (2016) – e ainda bem –, Logan (2017), Avengers: Infinity War (2018) e, claro, a franquia X-Men (2000-).

Tentando resumir tudo, Deadpool 2 existe porque teve que existir. Não era obrigatório, mas era uma vontade de Reynolds. Não surpreende tanto porque teve um anterior, mas não deixa de ser uma lufada de ar fresco nos filmes do género. O seu grande pecado é realmente o argumento. É realmente básico demais. No entanto, é um filme que entretém bastante, ainda que perca alguma força no final do segundo ato.

As cenas pós-créditos estão geniais, a sério. Não as deixem passar. Embora uma delas, sim porque são 4 - eram 5, mas uma foi cortada na versão final - me tenha deixado confuso sobre o futuro de uma personagem, todas as outras cenas são soberbas. É rir, rir e rir. Nada a ver com o que Deadpool (2016) nos deixou para depois dos créditos. Fantástico.

Segundo Ryan Reynolds, Deadpool 3 é um filme que acabará por acontecer mais dia, menos dia embora atualmente se sinta exausto para pensar nisso. No entanto, o que parece ter pernas para andar é o filme X-Force (nome que Deadpool dá ao seu grupo neste filme) e estima-se que possa sair em 2020. Deadpool 2 acaba por pedir uma continuação, ainda que indiretamente.

Por fim, Deadpool 2 volta a entreter o suficiente. De certa forma, acaba por renovar o tom que é dado a filmes deste género, embora não seja tão marcante para a indústria. A banda sonora é sublime, a fotografia é boa, as interpretações de Reynolds e Brolin estão no ponto certo… Enfim, Deadpool 2 tem tudo para vos fazer passar um bom serão cómico. Não é extraordinário… Mas é divertido e, tal como já disse antes, Reynolds nasceu para interpretar Deadpool.


Pedro Horta
Outros críticos:
 Alexandre Costa:   8
 Sara Ló:   8
 Rafael Félix:   7
 Pedro Quintão:   7
 Filipe Lourenço:   8
 Rafaela Boita:   9