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127 Hours(2010)

Há 2 anos | Biografia, Drama | 1h34min

de Danny Boyle, com James Franco, Kate Mara, Amber Tamblyn, Treat Williams e Kate Burton


Com a realização de Danny Boyle, 127 Hours conta-nos a história verídica de Aron Ralston: um aventureiro que fica preso numa fenda enquanto escalava um cânion em Utah, nos Estados Unidos.

O filme é baseado numa história real e relata tudo o que Aron Ralston viveu em 2003 quando caiu numa fenda de um cânion e viu o seu braço direito ficar preso entre uma parede da fenda e uma rocha com mais de meia tonelada durante 127 horas. Aron teve, não só, de passar pelos principais problemas tais como a escassez de comida e água como também pela eventual perda de consciência. E neste caso não falamos de desmaiar, mas sim da possibilidade de enlouquecer numa situação em que se está sozinho, preso e não se espera mais nada se não a morte.

Aaron gostava de viver a vida à sua maneira e, como tal, nunca dizia para onde iria escalar para que não o impedissem ou o controlassem e, logicamente, nunca levava o seu telemóvel. Consigo, Aron levava apenas comida, água, equipamento de escalagem, uma lanterna, uma câmera, e um canivete suíço que, mais tarde, descobrimos que é de qualidade duvidável.

Aaron é protagonizado por James Franco que faz um papel excelente que lhe valeu a nomeação ao Óscar de Melhor Ator em 2010 – a sua única nomeação da carreira. James Franco está a esmagadora maioria do tempo presente na tela e durante todo o filme apenas interage com Kristi (Kata Mara) e Megan (Amber Tamblyn) nas primeiras cenas do filme e, no final, com alguns figurantes.

James Franco, numa entrevista, disse que durante grande parte das gravações a frustração que se via na cara do personagem era real porque Danny Boyle fazia questão de fazer takes de 15/20 minutos com Franco a tentar içar uma corda e falhar, por exemplo. O ator afirmou que essa técnica permitiu-lhe ser mais natural e realmente viver a frustração de estar preso e não conseguir arranjar uma solução, o que – e acredita – lhe valeu a nomeação em 2010.

Danny Boyle opta por um estilo mais artístico no início com uma edição bastante rítmica e fluída o que, na minha opinião, melhora o filme porque percebemos que o próprio personagem está divertido e a fazer o que gosta. Outro pormenor que achei bastante interessante foi no início, Aaron cair da sua bicicleta e tirar uma selfie a sorrir, no chão. Este simples pormenor mostra ao espetador que o personagem faz o que gosta e, sobretudo, que sabe para o que vai. Dá-nos uma ideia enorme da sua personalidade.

Durante as 127 horas, Aron filmou-se várias vezes. Inicialmente fazendo um vídeo de despedida para a sua família, explicando tudo o que aconteceu e, por fim, já a alucinar como se nada tivesse acontecido e estivesse num programa de televisão.

Eventualmente, e tal como aconteceu na vida real, Aron acaba por amputar o seu próprio braço com o tal canivete que trazia. Esta cena foi incrivelmente forte. A caracterização e a interpretação estão algo de fantásticas, na minha opinião.

Não expondo mais do que a história verídica de Aron nos contava já antes do filme, digo-vos que 127 Hours é um filme bastante bom, com a classificação certa e que devem assistir. Não é um filme perfeito mas cumpre ao que se compromete.


Pedro Horta
Outros críticos:
 Alex Duarte:   8
 Sara Ló:   8
 Alexandre Costa:   8
 Pedro Quintão:   8
 Rafael Félix:   8
 Filipe Lourenço:   8