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Birds of Prey (2020)

Há 2 meses | Ação, Aventura, Crime, | 1h49min

De Cathy Yan com Margot Robbie, Ewan McGregor, Mary Elizabeth Winstead, Rosie Perez e Jurnee Smollet-Bell.


Birds of Prey chegou às salas de cinema portuguesas na passada quinta-feira trazendo de volta uma personagem muito querida ao público, Harley Quinn, que teve a sua primeira aparição em Suicide Squad (2016). O filme com a realização de Cathy Yan e convida-nos a entrar numa aventura louca e bem colorida, com a introdução e desenvolvimento de novas personagens da DC Comics.

Harley Quinn (Margot Robbie) e o Joker acabaram a sua relação e, esta tenta ultrapassar o seu desgosto, gozando simultaneamente da sua nova independência, sem nunca contar a ninguém o sucedido. No entanto, a notícia espalha-se e Harley deixa de ser a protegida do Joker, passando a ser um alvo a abater pela maioria dos vilões de Gotham. Deste modo, Harley inicia a sua fuga em busca de sobrevivência, mas acaba por ser capturada por Black Mask (Ewan McGregor), um vilão maníaco que quer a sua morte. Face a isto, Harley acaba por ouvir que algo lhe foi roubado, um diamante, então, oferece-se para o encontrar, conquistando assim uma oportunidade para sobreviver. Para além de Harley, e por diversas razões, mais pessoas vão entrar na busca pelo diamante, como a polícia Renee Montoya (Rosie Perez), Black Canary (Jurnee Smollet-Bell) e, eventualmente a misteriosa “Crossbow Killer” (Mary Elizabeth Winstead).

A obra cinematográfica acaba por ter uma dose de comédia eficaz, com as personagens certas (escusado será dizer o que podemos esperar de Harley Quinn), sendo impossível não largar pelo menos uma gargalhada. E, por outro lado, o filme aborda um tema que ainda é bastante atual na nossa sociedade e, pelo qual ainda se luta todos os dias. Com o crescimento de casos de violência doméstica e de um passado próximo de uma mulher submissa, o filme é utilizado como forma de emancipação da mulher.

A estrutura narrativa de Birds of Prey pode ser um pouco fora do comum, mas acaba por funcionar bem. No decorrer do filme, temos Harley Quinn como narradora e diversos throwbacks bem organizados. O filme é excêntrico, bastante colorido, tendo certas cenas que podem ser autênticas obras de arte para muitos, através uma mistura de cores em formato de névoa e outros elementos. Já tínhamos essas cores e essa estrutura peculiar em Suicide Squad, no entanto, Birds consegue utilizar esses elementos à sua maneira.

O vilão Black Mask é muito maníaco, talvez até mais que o próprio Joker (aquele interpretado pelo Jared Leto), o que leva a todas as personagens ligadas a ele a quererem libertar-se da ligação que têm, e acabarem por se encontrar. Ewan McGregor recentemente visto em Doctor Sleep (2019), faz um ótimo trabalho, representando a loucura deste vilão que se mistura com alguma violência. Quanto às restantes personagens, todas elas são bem interpretadas, porém para os fãs, a Black Canary poderá ficar aquém.

A entrada na sala para ver o filme está condicionada a uma idade superior a 16 anos, dado a violência e o vocabulário contido. As cenas de violência estão muito bem concebidas, com o slow motion que já é característico dos filmes da DC, o que torna as técnicas de combate mais claras, em vez de termos uma luta bem confusa onde se percebe pouco ou nada.

Birds of Prey, mesmo sendo mais do que um filme da Harley Quinn, acaba por ser como ela e muitas mulheres livres: louco, excêntrico e colorido. 


Rafaela Boita
Outros críticos:
 Bernardo Freire:   6
 Diana Neves:   7
 Alexandre Costa:   6