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The Grudge(2020)

Há 19 dias | Horror, Mistério, | 1h33min

de Nicolas Pesce, com Andrea Riseborough, Demián Bichir, John Cho, Lin Shaye, Frankie Faison, Betty Gilpin


The Grudge, realizado por Nicolas Pesce, é um filme que pode reavivar a memória de uma história que muitos fãs de terror reconhecem, nem que reconheçam apenas as personagens sombrias que protagonizam a narrativa, o pequeno rapaz pálido e a estranha mulher pálida coberta em sangue. Familiar não? Natural.

Tudo começou com a obra japonesa Ju-On: The Grudge (2002), escrita e realizada por Takashi Shimizu, seguindo-se o remake americano The Grudge (2004) com mais três filmes, um em 2006 e outro a 2009.

Muldoon (Andrea Riseborough), uma detetive, decide mudar de cidade com o seu filho, Burke (John J. Hansen), após a morte do marido, vítima de cancro, procurando por um novo começo. Muldoon começa de imediato a trabalhar, sendo a nova parceira de Gooodman (Demián Bichir). Como primeiro caso, Muldoon vê-se confrontada com um acidente de viação na floresta que já teria ocorrido há meses e apenas teria sido encontrado naquele momento.

Ao saber a possível ligação do caso ao da propriedade onde se suicidara uma família inteira, Goodman tende a afastar-se, mas Muldoon decide investigar. No entanto, ao entrar na casa Muldoon não sai da mesma maneira e torna-se obcecada pelo caso. O que a assombrará?

É bem possível dizer que foi um erro ressuscitar The Grudge, quando já estava enterrado e bem enterrado. O conteúdo da narrativa desta obra acaba por não ter nada a acrescentar aos seus antecedentes, torna-se entediante, é mais do mesmo. A base é a mesma, pouco muda, apenas decorre em contextos diferentes.

Porém, estes não são os únicos motivos que fazem de The Grudge extremamente aborrecido, tornando quase impossível não dar aquele check da notificação no telemóvel, nem que seja para ver quanto falta para o filme acabar.

A tentativa de contar o passado fundido com a investigação feita no futuro por Muldoon, sem grande separação do tempo, continua sem promover qualquer tipo de dinâmica à obra e as manifestações dos espíritos acabam por ser pouco relevantes.

A nível de jumpscares, o elemento presente em maioria dos filmes de terror, não nos deixa propriamente indiferente neste caso. No entanto, não parece conseguir salvar o que quer que seja, ocorrendo em longos momentos de silêncio espectáveis. Os efeitos visuais presentes no filme não têm grandes erros a apontar, mas são simples, com uma banda sonora envolvente quase nula. 

Os atores têm uma prestação razoável no geral, no entanto tenho a dar os meus sentimentos a Lin Shaye. Mesmo não sendo uma atriz brilhante, ultimamente tem participado em filmes desinteressantes, como é o caso de The Grudge, e o anterior Insidious: The Last Key (2018), franquia que tem vindo a ser pior de filme para filme.

E o final? Nem vou entrar por aí. Veja por si, se for capaz de chegar ao fim, pois não garanto que não acabe por adormecer no sofá e que nem os seus jumpscares o consigam acordar.


Rafaela Boita
Outros críticos:
 Bernardo Freire:   3
 Rafaela Teixeira:   2