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Maleficent: Mistress of Evil(2019)

Há um mês | Aventura, Família, Fantasia, | 1h58min

de Joachim Rønning com Angelina Jolie, Harris Dickinso, Elle Fanning, Michelle Pfeiffer, Ed Skrein, Chiwetel Ejiofor, Jenn Murray, Robert Lindsay



Maleficent: Mistress of Evil, estreia hoje nas salas de cinema portuguesas, prometendo uma sequela com o típico toque dos filmes encantados da Disney, cheio de fantasia e aventura. Desta vez com um realizador diferente, Joachim Rønning, que realizou também o último filme que saiu da saga do pirata preferido de muitos, Pirates of the Caribbean: Dead Men Tell No Tales (2017), e com um trailer que evidencia claramente que o filme pretende surpreender, distanciando-se ainda mais da base que contém de história da Bela Adormecida, mesmo sem a esquecer.

A trama desenvolve-se com a visita inesperada do Príncipe Phillip (Harris Dickinson) a Moors para visitar Aurora (Elle Fanning), rainha do reino. Mesmo não tendo sido o seu beijo a quebrar o feitiço lançado sobre Aurora, Phililp continuou a ter interesse na jovem assim como ela nele, deste modo voltava a Moors com um pedido de casamento.

Devido às experiências negativas que Maléfica (Angelina Jolie) já teve no passado, com amor e humanos, esta mostra-se contra a situação, no entanto, por detrás daquele ar frio que carrega, acaba por ceder a favor da felicidade de Aurora, aceitando ir a um jantar no palácio. Todavia, a mãe do Príncipe, a Rainha Ingris (Michelle Pfeiffer) não é a anfitriã mais agradável levando Maléfica ao limite. Como resultado, Maléfica acabou por ser acusada de bruxaria para com o rei e o início de um caminho de guerra entre o reino dos humanos e das criaturas mágicas, pois o povo revolta-se com o feitiço usado e o medo pela protagonista aumenta.

Como é de esperar, Maleficent: Mistress of Evil usa e abusa da ficção, num belo trabalho estético. Não apresenta grandes erros nos seus efeitos especiais e CGI, tem até uma imagem admirável e uma boa estruturação de personagens, algumas criaturas muito engraçadas e adoráveis, que contribuem para momentos que aliviam o clima através das suas ações e expressões.

O elenco faz um bom trabalho, visível nos sentimentos provocados no espetador ao ver o filme e de como se encaixam perfeitamente nas personalidades das suas personagens. A Rainha é daquelas personagens que irritam imenso. Este facto é o que torna a interpretação de Michael Pfeiffer boa, apesar de a sua personagem não ser das mais fortes estruturalmente. Angelina Jolie mantém a sua ótima representação da personalidade mais sombria e desajeitada socialmente de Maléfica, assentando na personagem “como uma luva”.

É importante ainda referir que houve mudança de um ator do elenco, mantendo-se maioria dos restantes. Em Maleficent (2014), o Príncipe Phillip era interpretado por Brenton Thwaites.

O argumento quer conter muita informação, aspeto que pode prejudicar a narrativa, mas até acaba por fazer cada vez mais sentido com o aproximar do fim. A narrativa tem também alguns temas clichês de um amor não aceite por todos que leva a desgraça e a luta entre povos que pode acabar por parecer inútil, pontos à volta dos quais a narrativa se desenvolve.

O tema do filme adequa-se aos tempos de hoje, na promoção da união das pessoas, do apelo à aceitação de diferenças e encaixa-se também em inspirações clássicas, que podem acabar por ser um ponto positivo ou negativo da obra. A verdade é que nesta obra a estética supera o argumento.

A banda sonora encaixa-se ao tema e ao clima do filme, com temas mais sombrios em certas partes, mais alegres noutras e até mais intensos que correspondendo às emoções e acontecimentos retratados. Temos ainda presente na soundtrack, tema original de Bebe Rexha, com o nome de You Can't Stop The Girl, que se identifica totalmente com o poder da protagonista.

Maleficent: Mistress of Evil, apresenta-se como um filme maravilhoso esteticamente e não tão maravilhoso em termos de narrativa, porém, temos sempre o lado original de Maléfica, uma personagem que nos foi apresentada de outra maneira desde 2014. Deste modo recomendo e penso que os aspetos negativos que referi não afetam o filme tanto quanto pode parecer a início.


Rafaela Boita
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