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Anna(2019)

Há 3 meses | Ação, Thriller, | 1h59min

de Luc Besson, com Sasha Luss, Helen Mirren, Luke Evans, Cillian Murphy e Lera Abova


Luc Besson realizou e escreveu esta longa-metragem que vem muito na linha do que o realizador francês já fez – encontramos personagens femininas como protagonistas que se tornam badasses (vemos isso no argumento de Lucy – 2014). O problema é que ao tentar meter demasiados elementos na história desta espiã secreta, o filme perde o foco.

Anna (Sasha Luss) é uma protagonista medíocre que cresceu rápido demais e passou várias dificuldades. Tudo isso fez com que esta, já sem esperança de uma vida melhor, aceitasse trabalhar como espiã russa.

Aquilo que à partida podia ser uma narrativa interessante, rapidamente se estraga com demasiados saltos temporais que confundem e que tentam, mas falham, criar reviravoltas épicas na história. Anna tenta ser muita coisa ao mesmo tempo, e acaba por ser apenas aborrecido.

Logo no começo da longa percebemos que existe uma tentativa em criar uma personagem com um passado para ser descoberto pelo espetador, mas que não leva verdadeiramente a lado nenhum.

Há também personagens mal aproveitadas, como a estreante atriz Lera Abova que interpreta a namorada da protagonista. O seu aparecimento na história não tem qualquer sentido, é apenas uma personagem que aparece e desaparece com a mesma rapidez. Só a personagem da atriz Helen Mirren é que me pareceu mais interessante, mas ainda assim houve uma tentativa sem sentido de criar uma ligação maternal entre esta e Anna.

Existe apenas uma boa cena de luta no filme, onde vemos que houve um bom trabalho de encenação e cuidado em filmar para depois aplicar os efeitos visuais – esse é o momento mais sangrento do filme e que destaco como sendo a melhor parte do todo. Sorri e diverte-me durante esta curta sequência. Durante o restante tempo só queria que o aborrecimento terminasse. É mesmo daqueles filmes para fugir.

Anna peca em praticamente todos os seus requisitos. Não entrega um universo coeso, nem cativante. A sua duração também não ajuda, pois implica um caminho longo de tortura para o público que se farta de ver a repetição dos vários erros. 


Rafaela Teixeira
Outros críticos:
 Alexandre Costa:   4