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La Casa de Papel - Partes 1 e 2(2017)

Há 2 anos | Ação, Crime, Mistério, |

de Álex Pina, com Úrsula Corberó, Itziar Ituño, Álvaro Morte, Pedro Alonso, Alba Flores e Miguel Herrán


La Casa de Papel é uma série espanhola criada por Álex Pina para a Antena 3 (canal espanhol) e estreou em Maio de 2017. Tornou-se mundialmente conhecida após ter sido lançada na Netflix (what else?) no final desse mesmo ano.

Esta foi uma série que me surpreendeu bastante. Demorei muito tempo para a começar devido ao facto de ser uma produção espanhola, mas foi isso mesmo que, no final, a diferenciou das outras. O facto de ser falada em espanhol e da história se passar em Espanha, é fora do habitual em produções desta dimensão e forra a história com um exotismo invulgar, o que a torna ainda mais atraente.


A série conta-nos a história de El Profesor (personificado por Álvaro Morte), um homem misterioso que durante toda a sua vida planeou o maior assalto de sempre. Para esse fim, recruta oito fugitivos que nada têm a perder, cada um com a sua característica essencial para o concretizar. Como proteção, nenhum deles sabe a identidade dos restantes, tendo cada um uma alcunha baseada no nome de uma cidade.

Assim, Nairobi (Alba Flores), Denver (Jaime Llorente), Moscu (Paco Tous), Berlín (Pedro Alonso), Tokio (Úrsula Corberó), Río (Miguel Herrán), Oslo (Roberto Garcia) e Helsinki (Darko Peric) são levados para uma propriedade enorme, no meio rural, onde por 6 meses estudam o complexo plano para que no final o objetivo seja cumprido, assaltar com sucesso a Casa da Moeda de Espanha.



O plano consiste em entrar no edifício e fazer reféns os seus funcionários e visitantes, fechando os acessos o tempo suficiente para imprimir 2,4 mil milhões de euros e sair. Está tudo pensado ao pormenor, cada possibilidade. Há planos para todos os tipos de reação das forças de segurança e de investigação. O assalto é um jogo de xadrez e El Profesor está sempre uma jogada à frente. Será que tudo vai correr como planeado?

A cada episódio as personagens vão sendo cada vez melhor desenvolvidas, tanto as dos oito assaltantes como as dos reféns e dos elementos da polícia. Os flashbacks recordam e aprofundam os motivos de cada um, criando uma empatia com o espetador. É esta mesma profundidade de personagens que potencia as grandes interpretações. É difícil destacar um ator no meio de tantas boas personificações, mas tenho de destacar a enorme performance de Pedro Alonso no papel de Berlín.

O argumento é excecional, o plano mirabolante mantém-nos colados ao ecrã e o frequente uso de cliffhangers só torna os 19 episódios propícios a binge watching (maratona). É brilhante como um todo, não é à toa que entrou diretamente para o top-120 de melhores séries de sempre do IMDB.

É uma série que recomendo vivamente a todos, ainda mais àqueles que são fãs das séries com selo de qualidade Netflix. É uma produção fresca e original, marcada pelas personagens fortes e pelos plot-twists geniais que não vos vai desiludir!


Pedro Freitas
Outros críticos:
 Pedro Freitas:   9Abrir
 Pedro Horta:   9
 Rui Lourenço:   9
 Sara Ló:   7
 Alexandre Costa:   8
 Pedro Quintão:   8
 Margarida Nabais:   8
 Pedro Horta:   8
 Alexandre Costa:   8
 Rafael Félix:   8
 Pedro Quintão:   8