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Monster House(2006)

Há 10 meses | Animação, Aventura, Comédia, | 1h31min

de Gil Kenan, com Mitchel Musso, Sam Lerner, Spencer Locke, Steve Buscemi, Maggie Gyllenhaal, Catherine O’Hara e Fred Willard


Para esta época de Halloween, optei por um filme de animação produzido pelo mítico Steven Spielberg e pelo grande Robert Zemeckis – fala-vos hoje de Monster House, em português, A Casa Assombrada.

O que nos conta o filme?

D.J. Walters (Mitchel Musso), um rapaz de 12 anos, possui, assim por dizer, uma imaginação transbordante. É por essa razão que ninguém o leva a sério, quando compartilha todos os seus medos sobre o seu horrível vizinho Nebbercracker (Steve Buscemi) que aterroriza todas as crianças na vizinhança. D.J está convencido que o seu vizinho é o responsável pelo misterioso desaparecimento da sua esposa. E ainda notou outros fenómenos perturbadores que ocorrem na da casa dele. Ninguém desconfia que D.J não está a inventar nada…e que tudo irá piorar.

Eu gosto deste filme. Vejo-o sempre com muito gosto – é uma animação horripilante. Faz-me lembrar vagamente a série Tales from the Crypt (1989-1996) que via mais jovem.

A ambiência, o visual e a banda sonora de Monster House remetem-nos para os anos ‘80. Aventuras de jovens pré-adolescentes que andam de bicicleta, que nunca estão em casa… estão a ver do que falo? Cito por exemplo: The Goonies (1985), E.T the Extra-Terrestial (1982), Super 8 (2011) ou a mais recente série Stranger Things (2016-). Não é por coincidência que referi esses filmes, são todos eles associados a Steven Spielberg (como realizador e produtor). Outro grande nome que aparece nos créditos é Robert Zemeckis, que inovou no campo da animação com o seu famoso Who Framed Roger Rabbit (1988) – onde opta por misturar animação com comediantes reais em tela. Se gostam do estilo dessa época ou de Monster House – aconselho-vos passarem por alguns dos exemplos que aqui citei.

A realização de Gil Kenan é interessante e dinâmica. Os personagens não têm uma aparência realista, mas os seus gestos, pelo contrário, o são extremamente. A textura da animação é bastante impressionante e bela. A qualidade é tão trabalhada que origina um efeito trompe – l’oeil. A fotografia é de louvar, pelo seu aspeto frio e sombrio muito bem transmitido, que ajuda a longa-metragem a tornar-se mais dark que o costume nesta categoria de filmes.

Não se deve ficar apenas pela qualidade gráfica quando se trata de um filme de animação, é necessário haver uma história sólida – o argumento. Rob Schrab, Dan Harmon e Pamela Pettler modernizam o tema da casa assombrada. Não vos contando muito pormenorizado, mas a própria casa “vive”.

Falemos da casa. A sua estética é genialmente bem conseguida. Durante as suas várias transformações, cada centímetro de madeira encontra o seu lugar e função em plano para formar e transpor formas assustadoras.

O filme, mais uma vez, contém os típicos clichés dos anos ‘80. O ponto positivo, é que nos é impossível não aderir. A dupla de polícias, o líder e o idiota – com aparições que vos fará rir. O trio de protagonistas que nunca estão em casa e andam de bicicleta. O cliché da babysitter e do namorado que são apanhados pelos jovens aos beijos num sofá, etc. A tal piada do vizinho velhote que não quer que toquemos no relvado do seu quintal, é o elemento introdutório e o fio condutor da narrativa da história.

O tema principal em Monster House é enfrentar os seus medos. D.J, Chowder (Sam Lerner) e Jenny (Spencer Locke) estão constantemente confrontados com o que os assusta, a fim de alcançar os seus objetivos.

É um filme que nos traz bons valores: a aceitação da morte, a amizade, e acreditar em nós próprios. Aconselho-vos verem neste período de festa, acompanhados pelos mais jovens, (se possível a partir dos 12 anos pela violência da algumas cenas) que entrarão neste entretenimento com vivacidade. 


Alexandre Costa
Outros críticos:
 Sara Ló:   7
 Filipe Lourenço:   8